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Método para perder menos dinheiro na hora do câmbio

Se tem uma coisa que deixa muita gente pensativa quando planeja viajar para o exterior é ter que fazer câmbio de moedas! Você reza, acompanha dia a dia o gráfico Dólar x Real ou Euro x Real, assiste a jornais todos os dias, mas não tem jeito: para o viajante comum, é impossível identificar algum tipo de padrão nos gráficos de cotação e escolher o melhor momento para fazer o câmbio!

Mas nesse momento de instabilidade e megadesvalorização do real, qualquer ajuda vai bem, não é mesmo? É por isso que resolvi compartilhar o “meu método”. Não é nenhuma mágica, mas é uma forma prudente de comprar moeda estrangeira.

libra euvouparaomundo

O que vou falar aqui serve para pessoas que já sabem qual moeda vão comprar. Se você vai para um lugar qualquer e está em dúvida se vai levar a moeda local ou dólar, por exemplo, leia esse post do mago das viagens, Riq Freire, que ele esclarece tudo.

Antes de tudo, as dicas genéricas:
  • Pesquise cotações em casas de câmbio concorrentes;
  • Compare com as cotações de bancos (informe-se antes qual a agência do banco realiza câmbio; em pequenas capitais apenas uma ou dois agências dos bancos tradicionais realizam venda de moeda estrangeira);
  • Acompanhe os gráficos Real (sobe, sobe!) x Moeda estrangeira (desce, desce!) para escolher um dia vantajoso para fazer a compra. Mas lembre-se: as casas de câmbio trabalham sempre com valores mais altos do que esses que aparecem nos gráficos de internet. O que importa aqui é saber se o valor está em queda ou em alta;
  • Tenha disponibilidade para ir mais de uma vez à casa de câmbio;
  • Se a casa de câmbio que você vai fica em um shopping, faça toda a transação dentro do tempo limite para não pagar estacionamento😀;
O meu método

Se você não tem bola de cristal, mas é como eu e sempre fica encucado, pensando que poderia pegar uma cotação melhor, faça o seguinte:

Veja quanto tempo falta para você viajar. Por exemplo, faltam, 3 meses, então vamos programar 3 ou 4 idas à casa de câmbio.

Programe antes quanto você vai comprar ao todo e divida em partes iguais. Por exemplo, precisarei gastar R$6.000,00, então inicialmente vou dividir em 4 partes de R$1.500,00.

Após verificar tudo o que citei nos tópicos aí de cima, vá à casa de câmbio e faça a primeira compra, gastando R$1.500,00.

Deixe passar alguns dias. Continue acompanhando as cotações. Se você tiver “sorte”, a cotação caiu, então na segunda ida à casa de câmbio deve comprar mais do que R$1.500,00 (R$2.000,00, por exemplo). Se você tiver “azar”, a cotação subiu, então você deve comprar um valor inferior  ao da primeira compra (R$1.000,00, por exemplo).

dolar canadense

Faça a mesma coisa na terceira e quarta ida à casa de câmbio. A lógica do método é a seguinte: você sempre estará potencializando a melhor cotação, assim o valor médio final que você pagou pela moeda estrangeira será mais razoável. Para você entender melhor, vamos simular o exemplo acima com algumas cotações dos últimos tempos:

Cotação fictícia do dólar (R$/USD) Valor a ser gasto (R$)
1ª compra 4,02 1.500,00
2ª compra 3,93 2.000,00
3ª compra 4,11 1.000,00
4ª compra 3,95 1.500,00
Valor total que você investiu R$6.000,00

Não podemos controlar a cotação da moeda estrangeira, mas podemos escolher o dia de comprar e quanto gastar no dia. Leve em conta o valor que você gastou na primeira compra e gaste mais nas seguintes se a cotação for mais favorável ou menos se for desfavorável, mas não esqueça que você não pode ultrapassar o valor planejado (no exemplo acima foi R$6.000,00).

Agora observe os resultados:

A cotação mais baixa foi 3,93 R$/USD;

A cotação mais alta foi 4,11 R$/USD;

Se você fizesse exatamente uma média das quatro cotações (somar o valor das 4 cotações e dividir por 4), o valor médio seria 4,00 R$/USD;

Agora considerando que você seguiu minhas sugestões, sua cotação final é dada por uma fórmula um pouco mais complexa:

(somatório de cada cotação x valor gasto) dividido pelo valor total que você investiu

O valor médio do seu dólar passa para 3,98 R$/USD, o seja, você evitou o valor das cotações mais altas e ainda conseguiu um valor ligeiramente melhor que o valor da simples média.

Claro que um pouco de sorte pode ser mais eficiente que esse método, mas dentro das possibilidades, é isso que podemos fazer: escolher o dia de comprar e quanto gastar controladamente.

Espero que essas continhas tenham lhe ajudado como têm feito a mim. Mas se tiver bola de cristal à venda, também vale a pena.

| Eu vou | Petter Dantas | 2016

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Leia também: Real x Peso chileno: jogando banco imobiliário

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Divertindo-se com o Instagram

Seria cliché dizer – mesmo assim vou dizer – que o Instagram é a rede social favorita dos viajantes desse mundão. Em outubro desse ano, o App/rede social completou cinco anos e continua sendo o queridinho de muita gente. No início, a onda era utilizar os filtros. Depois a moda passou a ser #nofilter! Mais recentemente, o aplicativo abriu a manipulação de outros parâmetros (saturação, contraste etc) e permitiu publicar fotos verticais ou horizontais.

Eu também curto muito o Instagram. Sou fã da foto quadrada. Quando estou viajando, é só chegar ao hotel que começo o tiroteio com as instafotos do dia…

Nessa mais recente viagem pela Alemanha, Suíça e França já que os filtros tradicionais saíram de moda, resolvi criar meus próprios filtros apenas com a manipulação dos parâmetros do Instagram. Sem nenhuma pretensão profissional eu lhes apresento minha série de fotografias Colorsphere (colors + atmosphere) já deve existir algo com esse nome.

São lugares por onde passei em 2015, fotografados com celular, total e unicamente manipuladas com o Instagram. A ideia dessa série é criar uma atmosfera plena de cor, algumas vezes realçando as cores mais vibrantes dos objetos fotografados,  e em outras, transformando-os em figuras planas.

Que tal? Pronto, Instagram, pode criar esse filtro em minha homenagem.

| Eu vou | Petter Dantas | 2015

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Cinco fatos generalizados sobre a generalização dos portugueses

Depois de rodar vários dias pela Europa, Lisboa ganhou o status de minha casa fora do Brasil. Escutar português “original” foi como finalmente visitar parentes distantes sobres os quais ouvi muitas histórias.

Como muitos brasileiros, passei a infância toda ouvindo as tias falarem sobre a chegada dos portugueses ao Brasil. As histórias são contadas tantas vezes sob o ponto de vista exploração, que há brazuca chegando a Portugal em pleno século XXI querendo tomar as dores da colonização. Há quem culpe os portugueses (mesmo os de hoje) por tudo de ruim do Brasil (mesmo o de hoje). Sem querer resolver a celeuma da cabeça dos outros, vou compartilhar algumas impressões que tive da vida portuguesa nas vezes que passei por Lisboa.

#Fato 1: Os portugueses não nascem adultos

Em Lisboa, descobri que existem crianças portuguesas.

No Brasil, a imagem que temos de alguém falando o português de Portugal é de um senhor de meia idade, com chapeuzinho e bigode. Eu nunca havia ouvido uma criança portuguesa falando, até que fomos ao Oceanário de Lisboa, lotado pela turma do jardim de infância!

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A primeira impressão foi de que aqueles meninos não falavam daquele jeito. Era tudo uma grande brincadeira. Mas depois de algumas horas, me acostumei com as letras engolidas em vozes infantis. Foi assim que percebi que os portugueses nascem bebê e só depois viram senhores. O chapeuzinho e bigode são opções de cada um.

#Fato 2: Manuel, Miguel ou Joaquim são os nomes de 50% dos homens de Portugal

Ainda no Oceanário de Lisboa…

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Admiradas com o aquário gigante, as crianças gritavam pelos colegas para mostrar algum peixe específico e as professoras também chamavam os meninos mais afoitos pelo nome, tentando conter o excesso de empolgação. Fiz uma amostragem rápida e constatei: todos os meninos chamados pelos colegas ou pelas professoras tinham como nomes Manuel, Miguel ou Joaquim.

Mais isso, é claro, tem um motivo. Descobri que de acordo com o Artigo 103 da SUBSECÇÃO II, SECÇÃO I, do CAPÍTULO II , do TÍTULO II, do Decreto-Lei nº 324/2007 de 28-09-2007 (ufa!), em Portugal:

“O nome completo deve compor-se, no máximo, de seis vocábulos gramaticais, simples ou compostos, dos quais só dois podem corresponder ao nome próprio e quatro a apelidos (…)     Os nomes próprios devem ser portugueses, de entre os constantes da onomástica nacional ou adaptados, gráfica e foneticamente, à língua portuguesa, não devendo suscitar dúvidas sobre o sexo do registando.”

#Fato 3: Português é inteligente

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Em Lisboa presenciei alguns momentos da lógica direta dos portugueses. Algumas das situações que parecem piada para os brasileiros realmente acontecem, mas simplesmente são outras formas de pensar e de se comunicar sem rodeios. Acredito que tenha sido por causa desse tipo de raciocínio (e principalmente da rivalidade colonizador x colonizado) que muitas piadas sobre portugueses surgiram. Se quiser ver exemplos da forma peculiar de raciocinar dos portugueses sem precisar ir a Portugal leia As Esganadas, de Jô Soares. O protagonista do romance, Tobias Esteves, é um investigador português que usa um método de dedução avançado, mas o raciocínio às vezes é tão direto que até as personagens do livro.

#Fato 4: Em Portugal existem calçadas de pedra portuguesa  sem buracos

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Em Lisboa finalmente encontrei calçadas, praças – e até ruas – de pedras portuguesas perfeitas. Com certeza devem ter problemas em algum momento (e ter gente que odeia)  afinal, é uma técnica artesanal que sofre muita pressão do fluxo de pessoas e veículos, mas quando se trata de buracos, nada se compara às calçadas de pedras portuguesas brasileiras. Definitivamente, esta herança não se adaptou bem aos trópicos!

#Fato 5: Navegar é preciso

Pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo e viajar com certeza faz parte dos planos de muitas delas. Ao visitar um lugar diferente, quando converso com “estranhos” e digo de onde venho, com frequência também percebo a mesma curiosidade de visitar o lugar onde vivo. A possibilidade de conhecer um lugar novo abre nossos olhos para as pequenas diferenças e aguça a vontade de viver.

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Se existe algo que os portugueses sempre tiveram e têm razão é de que navegar é preciso.

Felizmente hoje podemos ir voando.

| Eu vou | Petter Dantas | 2015

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Croquis urbanos em Natal

Talvez você já tenha ouvido falar, ou até tenha um amigo que participa. Os “Urban Sketchers”, da forma como existem hoje, são daquelas coisas que só mesmo a internet seria capaz de viabilizar.

A possibilidade de se comunicar e compartilhar um interesse comum na web fez a comunidade crescer e hoje existem correspondentes nos cinco continentes. Não duvido que em breve alguém faça um App tipo Instagram, exclusivo para Urban Sketches. Ops! Essa ideia é minha! Não espalhe!

Os Urban Sketchers (USK) formam uma comunidade de pessoas do mundo todo interessadas em produzir e compartilhar seus desenhos de locação, ou seja, feitos in loco, representando um momento e lugar real. Dessa comunidade, cujo lema é “ver o mundo, um desenho de cada vez”,  participam arquitetos, jornalistas, ilustradores, designers e educadores, entre outros.

Para saber um pouco mais sobre a história dos Urban Sketchers, acesse o site internacional e o site brasileiro.

Aqui em Natal/RN também temos nossa comunidade de USK e é com muita satisfação que estamos produzindo nossa exposição anual, com abertura marcada para o dia 12 de novembro.12184267_902152303208323_737832217763011561_oIntitulada “Croquis urbanos e outras artes”,  a exposição trará desenhos produzidos pelos membros do Grupo USK – Natal nos encontros de 2015 e outras obras do Grupo universitário de aquarela e pastel (GUAP) da UFRN.

Aos que estiverem por perto, convido-os a visitar a Galeria de Arte do Departamento de Artes da UFRN entre os dias 12 e 26 de novembro para ver Natal, um desenho de cada vez.

| Eu vou | Petter Dantas | 2015

Como funciona o AirBnB

O mundo ficando menor com o AirBnB

Gilberto Gil faz tempo já dizia:

Antes mundo era pequeno

Porque Terra era grande

Hoje mundo é muito grande

Porque Terra é pequena

Do tamanho da antena

Parabolicamará

Fazendo uma pequena atualização, a Terra ficou menor ainda, do tamanho de um smartphone.

O fato de a Terra encolher virtualmente ajudou bastante ao viajante independente, que para conhecer o mundo, agora dispõe de várias ferramentas para organizar a própria viagem e economizar uns bons trocados.

Um exemplo disso é um serviço de hospedagem que não é lá nenhuma novidade, mas depois de testar quatro vezes em 2014 e mais uma em 2015, finalmente posso dar minha opinião: o AirBnB. (É confiável? Vale a pena? Como funciona?)

O AirBnB vale a pena

Trata-se de uma plataforma que permite aos usuários anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações ao redor do mundo, seja o lugar todo ou parte de sua própria casa.

O grande lance do AirBnB é que se encontram com facilidade preços inferiores a hotéis e é uma chance para o viajante experimentar concretamente como seria a vida em um país estrangeiro. Outra coisa interessante é que também existem acomodações bem exóticas, tipo casa-barco, casas famosas, castelos etc. Nos países em que o serviço está consolidado, a oferta é bem diversificada.

AirBnB é seguro

Utilizei o AirBnB no Rio, em Lisboa, Bruxelas, Amsterdam e Paris e o que posso dizer sobre minhas experiências é que tive duas excelentes, duas “just ok” e uma com um ponto negativo. Mas no final, o saldo foi positivíssimo e com certeza utilizarei o serviço novamente.

O AirBnB vale a pena a

Fazendo o resumão, resolvi listar cinco pontos sobre minha experiência com o AirBnB:

1. Não julgue a plataforma por uma única experiência.

Como você pôde ver acima, tive experiências diversificadas, inclusive uma delas não foi 100%, mas em todas, sempre a hospedagem valeu a pena, seja pela localização, pela economia $$$, ou pela chance de experimentar diferentes formas de viver. Um host nunca será igual ao outro, então vale a pena tentar novamente!

2. Quanto mais pessoal, melhor!

Existem imobiliárias trabalhando no AirBnB. O atendimento geralmente é rápido, profissional, mas minhas melhores experiências no Airbnb foram nos imóveis em que o próprio dono ou sua família resolvia tudo, desde o contato inicial à entrega das chaves. Se você der sorte, terá feito um amigo no outro lado do mundo!

3. Para grupos maiores, a vantagem financeira é mais perceptível!

Nem sempre o AirBnB será a opção mais barata de hospedagem. Existem cidades em que a plataforma ainda não bombou e se você viaja a dois, é possível encontrar hotéis e hostels com bons preços. Já se você viaja em família ou em um grupo grande, é quase certeza que a conta sai bem melhor no AirBnB.

4. Sempre resolva tudo pela interface do próprio AirBnB.

Para sua segurança, sempre troque mensagens com seu host pelo site. Se alguma coisa der errada, isso vai permitir que o AirBnB acesse o histórico da comunicação e verifique quem tem “culpa no cartório” para agilizar a resolução do problema.

5. Sempre faça as avaliações

Depois de finalizada a estadia, você será convidado a fazer uma avaliação do seu host e ele uma sua. Tenha sido uma experiência boa ou ruim, faça sempre a avaliação da sua hospedagem. Essa é a melhor forma de fazer a justiça virtual. Existem muitas pessoas na plataforma que trabalham com seriedade e dedicação.

Como funciona o AirBnB a

Confesso que ficaria muito feliz de ter um imóvel aqui em Natal para alugar pelo AirBnB. Enquanto não me torno um host, fico curtindo o serviço como inquilino.

Se você também quer utilizar o Aribnb na próxima viagem, clique nesse link e faça seu cadastro. Entrando pela minha indicação eu e você ganharemos um desconto para usufruir na próxima viagem!😉

* Todas as imagens do post são hospedagens reais extraídas do AirBnB.

| Eu vou | Petter Dantas | 2015