La Chascona: visitando a casa de Pablo Neruda em Santiago

Existem três casas-museus de Pablo Neruda no Chile atualmente: uma em Santiago, denominada de La Chascona, uma em Valparaíso, que é La Sebastiana e a casa de Isla Negra, que fica no município de Algarrobo. Na nossa viagem conhecemos La Chascona e Isla Negra, mas aqui vamos falar apenas de La Chascona por enquanto.

O primeiro tijolo

Neruda começou a construir essa casa em 1953 para Matilde Urrutia, que na época era sua amante. Em homenagem ela, a casa recebeu o nome de La Chascona, apelido que Neruda deu a Matilde por causa dos seus cabelos ruivos volumosos. La Chascona seria algo como “desgrenhada” ou “despenteada”.

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Para a construção da casa foi contratado o arquiteto Germain Rodríguez Arias. Pelo que vi, Neruda deu muito trabalho a esse arquiteto. O projeto inicial tinha a casa voltada para o sol e para a cidade, mas Neruda quis a vista para o Cerro San Cristóbal e a mata, por isso a casa é voltada para dentro. Realmente Neruda era um cliente singular e quando você visita a casa percebe isso. A sequência dos espaços não segue necessariamente aquela lógica funcional que nós (arquitetos) estamos acostumados. Comenta-se que se tinha um objeto que Neruda gostava muito, ele construía um espaço para o objeto e não por estar precisando de mais uma sala.

Inicialmente Matilde morava sozinha na casa e Neruda ainda vivia com a mulher, Delia del Carril. Enquanto isso, os amigos de Neruda que conheciam Matilde guardavam o segredo de La Chascona. Esse segredo foi materializado por um dos maiores pintores mexicanos, Diego Rivera (o marido de Frida Kahlo). Ele fez uma pintura de Matilde com duas cabeças. O grande segredo está justamente na face que olha para frente: a silhueta dos cabelos forma o perfil difuso do amante secreto, Neruda.

Em fevereiro de 1955 Neruda se separou de Delia del Carril e se mudou para La Chascona  para viver com Matilde. Para isso, ampliou a casa com a construção de uma cozinha e sala de jantar.

Mais tarde, eles construíram o bar e biblioteca. A última expansão, realizada em 1958 foi projetada pelo arquiteto Carlos Martner.

Depois de todas as ampliações, esta é a casa resultante, que pode ser conhecida na visita.

Vamos conhecer?

Para fazer a visita à casa,  primeiro você entra na lojinha que fica no térreo da edificação e agenda o horário. Pode ser necessário aguardar um pouco até que haja algum guia disponível. Aproveite para ver os produtos da loja. O pessoal de lá é muito simpático e o principal: eles amam Neruda. Puxe assunto e eles vão contar histórias ou curiosidades sobre o poeta.

O tour não abrange toooodos os ambientes da casa, pois alguns são muito pequenos ou por outros motivos estão reservados. Na casa você poderá ver algumas obras de arte, prêmios que Neruda ganhou, como o Nobel de Literatura, objetos que ele trouxe de viagens e ouvir algumas histórias.

Para maiores informações, visite o site da Fundação Neruda.

Quando for à sala de jantar, caso o guia não mostre, pergunte o que está escrito no saleiro e no pimenteiro. Depois de descobrir, guarde segredo e passe essa curiosidade adiante!

Na última imagem do post, o esquema da casa retirado de um folder que é distribuído na lojinha do museu.
| Eu vou | Petter Dantas | 2011
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