Museus do Vaticano: aqui está seu guia gratuito

Se você está Roma e só tem vontade tempo de conhecer um museu, escolha esse. O mundo todo está aqui desde antes de Cristo.

Quanto custa?

Existem vários tipos de ingressos. O que a maioria das pessoas compra é o que dá acesso aos museus e à Capela Sistina. O ticket pode ser adquirido no local ou comprado pela internet. Mas aviso: de todos os lugares que visitei, foi aqui que encontrei a maior fila de todas, então para ganhar tempo, sugiro comprar pela internet no site oficial do Vaticano. Quando fui (abril de 2012), o ticket custou 19 euros por pessoa comprado pela internet (15 euros do ticket + 4 euros da reserva).

Como chegar?

Para a maioria das pessoas, em função de onde estão hospedadas, acredito que o melhor meio seja o metrô. Pegue a linha A e desça na estação Ottaviano.

Até lá se divirta com a vozinha do metrô avisando as paradas. Ela vai ficar na sua cabeça por alguns dias: prossima fermata, Ottaviano! Uscita lato sinistra! A que eu mais gostava era quando ela falava: prossima fermata, Barberini!

Emergindo do underground…

Saindo do metrô, oriente-se. Siga a Via Ottaviano no sentido Sul até a Piazza de Risorgimento. Atravessando esse largo, você já bate nos muros do Vaticano. Vire a direita acompanhando a muralha (e a fila). O percurso desde a estação Ottaviano até a porta dos Museus dura cerca de 10 minutos de caminhada.

Aos protocolos

Quem ainda vai comprar o ticket, deve procurar o final da fila gigante. Para quem já reservou pela internet, siga em frente e dirija-se ao pessoal do Vaticano próximo à entrada do museu. Apresente sua reserva. Eles indicarão a porta à esquerda. Assim que entra, você encontrará umas esteiras. Coloque as mochilas e bolsas aí para serem examinadas com raio-X. Após essa verificação, siga em frente e procure os guichês que trocarão sua reserva pelo ticket de verdade. Esse aí de baixo!

Pronto. Você já está dentro. Não precisa guardar nem mochila e afins. Suba pela escada rolante ou pela rampa invocada que tem nesse hall. Você chegará a um saguão onde há uma maquete da cidade do Vaticano, o aluguel de áudio guias, as entradas para os museus, o jardim, a lojinha e a descida para a lanchonete.

Aí começa a visita propriamente dita. Existe um percurso maior e outro mais curto. Os dois terminam na Capela Sistina. Inclusive, em todo o percurso tem umas setinhas indicando o caminho da Capela. Escolhi o longo. Para ter ideia do percurso, baixe esse esquema, que está disponível no site do Vaticano.

Enquanto isso na cidade do Vaticano…

Não dá para falar sobre tudo o que vi nos museus do Vaticano, se não esse post viraria um artigo da Wikipédia, então aqui vai uma pequena amostra:

– Logo no início do percurso há muitas esculturas em mármore.

Muitas são apenas cabeças, outras bustos. Os imperadores romanos estão quase todos aqui. Entre as esculturas, a peça mais famosa deve ser essa:

Laocoonte e seus filhos atacados por serpentes marinhas.

Fica em um dos primeiros pátios do percurso e atrai multidões. Datada do Século I a.C. tem uma história muito legal. A obra ficou desaparecida durante mais de mil anos e somente em 1506 foi reencontrada nas terras de um vinicultor romano, fragmentada em cinco partes. Não havia melhor época para a peça aparecer. Era o tempo de Rafael e Michelangelo!

A obra foi reconstruída, mas permaneceu incompleta, pois faltava o braço direito de Laocoonte. Na época, Michelangelo sugeriu que o braço devia ser dobrado sobre o ombro do personagem, mas a maioria dos outros artistas defendia que era erguido numa posição heróica (tipo superman voando). O Papa Júlio II organizou uma competição entre escultores e foi escolhida a proposta do braço erguido.

Em 1957, porém, o braço perdido de Seu Laocoonte foi descoberto em um antiquário romano e adivinhem só… como Michelangelo previu, o braço original era dobrado sobre o ombro.

Laocoonte agora está completo e é com o braço dobrado que a escultura está atualmente exposta no Vaticano.

– Escritos antigos em pedra que imaginamos nas histórias da Bíblia estão espalhados nessas paredes.

– O salão das tapeçarias tem peças gigantes, tão bem trabalhadas quanto pinturas a óleo.

– Na ala da cartografia estão mapas da época que os continentes ainda não eram todos conhecidos.

No filme dos Piratas do Caribe lembro-me de uma cena que um cara pinta um parecido com esses.

– No final no percurso, chegamos aos aposentos de alguns papas que não pouparam na decoração (ainda bem).

É um dos pontos altos da visita. Os aposentos mais famosos são as Salas de Rafael. Ao todo quatro espaços decorados pelo pintor renascentista, a pedido do Papa Júlio II.

Não tem um pedaço de parede ou teto sem tinta. Vale a pena procurar uma vaga no banquinho do centro da sala para admirar o teto (e também porque nesse ponto, suas pernas estarão doendo).

– Saindo dos aposentos dos papas, existe ainda uma exposição de pinturas.

A essa altura do campeonato, a maioria do pessoal passa correndo, todo mundo louco para chegar à Capela e perde a coleção de pinturas modernas e contemporâneas do Vaticano: Klee, Chagall, Kandinsky, Gauguin e quem diria? Até meu colega, o arquiteto Le Corbusier se aventurou a fazer uma natureza morta. Olha aí em cima! Outra coincidência legal ligada à arquitetura nessa galeria é que Paul Klee e Wassily Kandinsky foram professores da Bauhaus, a mais importante (na minha opinião) escola de arquitetura e design que já existiu no mundo.

Essa foi a única galeria do Vaticano sem multidões. Quase todo mundo passou aqui voando, como se a Capela Sistina fosse desabar. Deixe. Melhor para mim, que aproveitei as obras com exclusividade.

Saindo dessa ala, a iluminação diminui…

Siga as setinhas, suba a escada.

Aí está ela…

Continua…

| Eu vou | Petter Dantas | 2012
Créditos
Imagem em destaque: MVSEI VATICANI – obtida do site oficial dos museus do Vaticano, editada por nós. Todas as outras imagens do post são propriedade do Euvou!
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